quarta-feira, 11 de agosto de 2010
SELEÇÃO COM CARA DE SELEÇÃO
Ainda é muito cedo, mas quem assistiu Brasil 2 x 0 Estados Unidos teve uma certeza: estava vendo o jogo da Seleção Brasileira e não o "time da cabeça de um treinador", com jogadores que jogam pouco, mas tem comprometimento e outras coisas mais, que na última copa pareceram ter alguma importância no futebol, conforme pensamento de um treinador retrógrado apaixonado por volantes quebradores de bola. Sei que os Estados Unidos são um adversário de nível médio e o Brasil não foi muito exigido, mas também sei que Lucas e Ramires, ou mais adiante quem sabe Sandro e Hernanes além de marcadores também são bons jogadores e trazem ao meio-campo (setor vital de uma equipe), uma qualidade imensa na saída de bola. Outro fato a ser pensado é que alguns jogadores da Copa da África ainda terão espaço neste selecionado. Por que não, ainda utilizar Júlio César, Maicon, ao menos um da dupla de zaga (Lúcio ou Juan) e quem sabe Kaká ou Luis Fabiano que sucubiram em meio a uma seleção tão desprovida de qualidade técnica. Essa mescla seria o ideal. Sou suspeito para falar porque sou fã de Mano Menezes, só que sem dúvida o Brasil evoluiu e as escolhas técnicas de Mano são melhores do que às de seu antecessor, ou precisa saber muito de futebol para ter a certeza de que Alexandre Pato joga mais que Grafite, de que Lucas joga mais que Gilberto Silva, de que André Santos joga mais que Michel Bastos, de que Ganso é melhor opção do que Júlio Baptista. Enfim, esperemos. Muita água vai rolar até a Copa América, Olimpíadas, Copa das Confederações e a Copa de 2014, só que uma coisa pelo visto podemos constatar. Se o Brasil vier a fracassar, será com seus melhores jogadores e a derrota virá por circunstâncias do futebol e não mais por teimosia do treinador.
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